Diversificação no campo aumenta renda, mas ainda encontra barreiras

Diversificação no campo aumenta renda, mas ainda encontra barreiras Destaque

A produção, abate e processamento de peixes coloca o mercado de piscicultura entre uma das alternativas que o pequeno e médio produtor tem para diversificar as fontes de receita no campo. Porém, dificuldades que vão desde falhas na infraestrutura e falta de incentivos atrasam o crescimento deste segmento na cidade de Rolândia

Esta é a conclusão que se pode chegar através de uma breve análise feita pelo empresário, João Carlos Rogério, 48, piscicultor e sócio gerente do frigorífico Smartfish.

Atualmente o frigorífico gera 50 empregos diretos e abate diariamente cerca de 3,5 mil quilos por dia, aproximadamente 77 toneladas por mês. Essa é apenas 20% da capacidade da empresa que tem condições de quadriplicar a produção. “Atendemos todo o estado do Paraná e estamos preparados para ampliar nossa área de atuação, porém temos problemas em conseguir a matéria prima”, revela João.

IMG 9821 - CopiaJoão se refere a falta de agricultores dispostos a investir na criação de peixes devido a dificuldades como a falta de incentivos e a precariedade da infraestrutura, principalmente quanto as estradas rurais. “Com uma pequena área e investimentos na ordem de 50 mil reais por equitare o agricultor consegue ter um ótimo retorno”, garante. “É possível produzir 40 a 50 toneladas por equitare, recebendo-se em torno de 70 centavos por quilo de peixe vivo é possível gerar uma receita de 30 a 35 mil reais por equitare (...) de fato bem mais lucrativo que a soja por exemplo que gera em média 3,6 mil reais por equitare”, calcula.

Em parceria com “Produtores Integrados” o frigorífico abate os peixes criados pelas 12 propriedades que possuem tanques de engorda de tilápias.

Um de seus parceiros é o agricultor, Emerson Chris Santos, 43. Em uma propriedade na Gleba Cafezal ele possui cinco tanques, e com três deles funcionando o produtor confirma que tem grande dificuldade para retirar os peixes do sítio ou receber insumos como ração. “Em dia de chuva fica pior ainda e na maioria das vezes só saímos daqui com trator”, lamenta.

IMG 9859 - CopiaPara João e Emerson as estradas rurais de Rolândia estão em péssimas condições e precisa de maior atenção do poder público. Eles destacam que existem leis que permitem inclusive a manutenção em carreadores particulares em forma de incentivo.

Antônio Carlos Mendonça, funcionário do Sindicato Rural patronal de Rolândia cita a Lei Nº 2957/2002 que autoriza a prefeitura realizar melhorias nos carreadores privados em sistema de parceria com os pequenos proprietários rurais. Em resumo, a prefeitura disponibiliza maquinário e recursos humanos, tendo em contrapartida o custeio dos gastos com combustível pelo proprietário.

 

Segurança e falta dela

O jornal Manchete do Povo está realizando uma série de reportagens na área rural de Rolândia e nestas três semanas em contato com os agricultores uma unanimidade é a falta de segurança. Em conversa com todos os agricultores foi fácil encontrar casos de violência, roubo, furto e até mesmo assassinatos ocorridos nas propriedades rurais de vizinhos e conhecidos. E todos casos recentes.

Nesse sentido é que seguiremos na próxima edição deste semanário. Falando sobre a segurança, ou a falta dela na área rural. Mais um dos problemas que enfrentam o homem do campo.

Sobre o Autor

Sou formado em Marketing & Propaganda (2004) e também em Jornalismo (2015) pela Unopar. Trabalho com Comunicação Social há mais de 15 anos e sou  proprietário do Jornal Manchete do Povo.

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