Cultura de inverno gera riscos, mas também traz rentabilidade

Cultura de inverno gera riscos, mas também traz rentabilidade Destaque

Produtividade é o caminho para ter mais rentabilidade na cultura de inverno devido ao alto custo de produção e o achatamento dos preços

No inverno o homem do campo inicia a produção de milho e trigo, e para cobertura de solo, aveia e braquiária. Em um mercado dinâmico esse período requer maior gerenciamento, uso de tecnologia e redução dos custos para garantir boa rentabilidade.

IMG 1329 - CópiaEm entrevista concedida ao Jornal MANCHETE DO POVO, Bernélio José Orsini, gerente de produção da Unidade Rolândia da COCAMAR orienta que o agricultor que não plantar milho safrinha ou trigo é prudente plantar aveia e braquiária preparando o solo para a cultura de verão.

Orsini destaca que o alto custo de produção e o achatamento dos preços aumentam os riscos dos agricultores na hora de investir na cultura de inverno, porém o agricultor deve plantar, pois ainda assim é possível ter boa rentabilidade.

O custo de produção do milho está 170 a 200 sacas por alqueire e o trigo não sai por menos de 100 sacas por alqueire. “Porém o agricultor deve plantar até como forma de rotação de cultura”, orienta. Segundo Orsini, no ano passado o Brasil teve uma boa safra de milho, mas exportou menos que o previsto fazendo com que ocorresse um excesso de oferta no mercado interno e isso refletiu diretamente na queda do preço. “Somente uma frustação ou uma especulação no mercado para fazer com que o preço suba”, prevê.

Porém ressalta que a terra tem que ser cultivada, pois a cultura de inverno gera renda e também perspectivas para a lavoura de verão, pois mesmo que o trigo não dê um resultado muito satisfatório acaba deixando uma boa palhada e condições favoráveis para a produção de soja e milho. “O ideal é dar resultado, mas se os custos ficarem ao menos empatados ele já está ganhando na produção de soja”, acredita.

Para Orsini, buscar a alta produtividade é a melhor forma de reduzir os riscos. Para isso é preciso ficar atento às tecnologias, aos períodos corretos e seguir as orientações técnicas. “Planta o milho e o trigo dentro do zoneamento, faça o seguro e não reduza o uso de tecnologia buscando o máximo de produtividade”, orienta.

“O seguro agrícola é uma forma de reduzir o risco e não descapitalizar”. Orcini também fala sobre os seguros que cobrem apenas do custo de produção. Para ele o ideal seria que além desta cobertura ainda tivesse o seguro renda que contemplasse também uma previsão de receita relativa à produção. “É o que a cooperativa preconiza e sugere para o governo, a cobertura de uma renda estimada em um percentual do valor investido”, revela.

Por fim, Orsini alerta que antes de plantar o agricultor deve procurar uma orientação técnica. Ele garante que a cooperativa Cocamar está à disposição do homem do campo para ajudá-lo a buscar um menor custo de produção com uma maior rentabilidade. “Estamos à disposição o ano todo tanto no fornecimento de insumos, orientação técnica quanto no recebimento de produção do agricultor”, conclui.

A unidade Rolândia da COCAMAR atende São Martinho, Caramuru, Cambé e Sabaudia. Em Rolândia fica na Av. Ailton Rodrigues Alves, 698 - Vila Oliveira, Rolândia - Telefone: 0800 720 5356.

 

Sobre o Autor

Sou formado em Marketing & Propaganda (2004) e também em Jornalismo (2015) pela Unopar. Trabalho com Comunicação Social há mais de 15 anos e sou  proprietário do Jornal Manchete do Povo.

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