Parceria entre produtores; um ótimo negócio gerador de renda

Parceria entre produtores; um ótimo negócio gerador de renda Destaque

Queijo doceNo sítio Nova Esperança, de 20 alqueires no Km 7, José Márcio Signori produz em parceria com Alfredo Roberto Mazzocut, cerca de 2,5 mil unidades por mês dos queijos coalho, minas frescal e colonial da marca Alimento Salas.

A produção do leite, feita por Signori serve de matéria prima que é utilizada por Mazzocut na fabricação dos queijos que são distribuídos nos mercados de Rolândia há sete anos.

Os dois produtores trabalham no campo desde que nasceram e revelam que tiram o sustento de toda a família do trabalho rural. Para Mazzocut e Signori a maior dificuldade na área rural são as estradas e carreadores.

Tanto para escoar a safra, fazer a logística dos produtos ou receber os insumos a maior preocupação é em relação ao transporte das famílias. “Imagina uma pessoa doente em noite de chuva que precisa de uma emergência acaba ficando preso na propriedade”, alerta Mazzocut.

Com grandes despesas no campo, falta de segurança o grande êxodo das famílias está relacionado à falta de estrutura no meio de transporte. “Dificilmente vai ficar uma pessoa da área rural sem ter como sair de casa por causa das estradas”, lamenta Signori.

Ele relata que foi informado que a prefeitura é proibida de colocar máquina nos carreadores particulares, mas ele destaca que as pequenas indústrias agrícolas não conseguem dar as devidas manutenções nas estradas.

Porém deste 2002 a LEI 2957 autoriza a prefeitura realizar melhorias nos carreadores privados em sistema de parceria com os pequenos proprietários rurais. Em resumo, a prefeitura disponibiliza maquinário e recursos humanos, tendo em contrapartida o custeio dos gastos com combustível pelo proprietário. “É muito caro pra fazer a manutenção, mas com certeza podemos pagar o óleo e o dia do maquinista (...) mas eles (prefeitura) alegam que não podem por máquinas na propriedade”, garante.

Sobre o Autor

Sou formado em Marketing & Propaganda (2004) e também em Jornalismo (2015) pela Unopar. Trabalho com Comunicação Social há mais de 15 anos e sou  proprietário do Jornal Manchete do Povo.

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  • Integração e diversão na hora de aproveitar o que é produzido no campo

    Nesta segunda e terça, 15 e 16 de maio aconteceu através de iniciativa do Sindicato Patronal Rural de Rolândia um curso direcionado para as mulheres do núcleo feminino da Cocamar

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    Cerca de 15 mulheres apreenderam técnicas e formas de utilizar a mandioca na culinária. Frederico Leonneo Mahnic, instrutor do SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) explica que o objetivo dos cursos é fomentar a transformação do alimento. “Ensinamos aqui hoje novas formas técnicas para aproveitar a mandioca”, ressalta Frederico lembrando que foram 15 pratos diferentes ensinados nestes dois dias.

    A coordenadora do núcleo, Maria Filomena Felix Marcato, lembra que todos os meses novas atividades são realizadas com objetivo de integrar, apreender e se confraternizar com as mulheres ligadas as atividades agrícolas. “Tudo isso visa o máximo de aprendizado usando tudo que é produzido em nossas propriedades”, ressalta.

    Antônio Carlos Mendonça, colaborador do sindicato ressalta a importância desta integração entre as mulheres. “Além da integração do produtor com a cooperativa e sindicato os cursos ajudam na formação profissional”, finaliza.

     

    Confira as fotos: 

     

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  • Diversificação no campo aumenta renda, mas ainda encontra barreiras

    A produção, abate e processamento de peixes coloca o mercado de piscicultura entre uma das alternativas que o pequeno e médio produtor tem para diversificar as fontes de receita no campo. Porém, dificuldades que vão desde falhas na infraestrutura e falta de incentivos atrasam o crescimento deste segmento na cidade de Rolândia

    Esta é a conclusão que se pode chegar através de uma breve análise feita pelo empresário, João Carlos Rogério, 48, piscicultor e sócio gerente do frigorífico Smartfish.

    Atualmente o frigorífico gera 50 empregos diretos e abate diariamente cerca de 3,5 mil quilos por dia, aproximadamente 77 toneladas por mês. Essa é apenas 20% da capacidade da empresa que tem condições de quadriplicar a produção. “Atendemos todo o estado do Paraná e estamos preparados para ampliar nossa área de atuação, porém temos problemas em conseguir a matéria prima”, revela João.

    IMG 9821 - CopiaJoão se refere a falta de agricultores dispostos a investir na criação de peixes devido a dificuldades como a falta de incentivos e a precariedade da infraestrutura, principalmente quanto as estradas rurais. “Com uma pequena área e investimentos na ordem de 50 mil reais por equitare o agricultor consegue ter um ótimo retorno”, garante. “É possível produzir 40 a 50 toneladas por equitare, recebendo-se em torno de 70 centavos por quilo de peixe vivo é possível gerar uma receita de 30 a 35 mil reais por equitare (...) de fato bem mais lucrativo que a soja por exemplo que gera em média 3,6 mil reais por equitare”, calcula.

    Em parceria com “Produtores Integrados” o frigorífico abate os peixes criados pelas 12 propriedades que possuem tanques de engorda de tilápias.

    Um de seus parceiros é o agricultor, Emerson Chris Santos, 43. Em uma propriedade na Gleba Cafezal ele possui cinco tanques, e com três deles funcionando o produtor confirma que tem grande dificuldade para retirar os peixes do sítio ou receber insumos como ração. “Em dia de chuva fica pior ainda e na maioria das vezes só saímos daqui com trator”, lamenta.

    IMG 9859 - CopiaPara João e Emerson as estradas rurais de Rolândia estão em péssimas condições e precisa de maior atenção do poder público. Eles destacam que existem leis que permitem inclusive a manutenção em carreadores particulares em forma de incentivo.

    Antônio Carlos Mendonça, funcionário do Sindicato Rural patronal de Rolândia cita a Lei Nº 2957/2002 que autoriza a prefeitura realizar melhorias nos carreadores privados em sistema de parceria com os pequenos proprietários rurais. Em resumo, a prefeitura disponibiliza maquinário e recursos humanos, tendo em contrapartida o custeio dos gastos com combustível pelo proprietário.

     

    Segurança e falta dela

    O jornal Manchete do Povo está realizando uma série de reportagens na área rural de Rolândia e nestas três semanas em contato com os agricultores uma unanimidade é a falta de segurança. Em conversa com todos os agricultores foi fácil encontrar casos de violência, roubo, furto e até mesmo assassinatos ocorridos nas propriedades rurais de vizinhos e conhecidos. E todos casos recentes.

    Nesse sentido é que seguiremos na próxima edição deste semanário. Falando sobre a segurança, ou a falta dela na área rural. Mais um dos problemas que enfrentam o homem do campo.

  • A economia de Rolândia passa pelas estradas rurais

    Os agricultores afirmam que boa parte das estradas rurais estão em condições ruins, pedem mais agilidade do poder público na manutenção

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