Sem controle, formigas cortadeiras causam prejuízo na lavoura Reprodução Internet

Sem controle, formigas cortadeiras causam prejuízo na lavoura Destaque

As formigas cortadeiras são consideradas pragas e devem ser controladas, pois atacam plantas, pastagens e cultivos agrícolas. Por isso o agricultor pode ser notificado caso não faça o manejo adequado

Com a camuflagem dos formigueiros e o hábito de trabalho nos horários mais frescos e noturnos, é mais trabalhoso enxergá-las e prever uma infestação.

Amarildo Luiz Passarin, Fiscal de Defesa Agropecuária da ADAPAR (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná) alerta que as formigas cortadeiras têm a sua função no meio ambiente, porém deve ser controlada para não causar problemas no campo e na cidade.

Ele explica que as formigas cortadeiras causa o desfolhamento das plantas reduzindo drasticamente a taxa fotossintética acarretando em perda na produção. Em alguns casos o agricultor pode perder até 100% da plantação. “Então uma das consequências que a gente tem por conta da presença das formigas cortadeiras nas propriedades é perda na produção e comprometimento da qualidade do que é produzido”, aponta.

De acordo com o Art. 1º da portaria 2012 de 2015, os agricultores são obrigados a adotarem praticas de manejo de formigas cortadeiras. Quanto isso não é feito a ADAPAR pode notificar o responsável que tem 20 dias para apresentar um plano de controle. Os produtores enquadrados na agricultura familiar podem contar com a EMATER (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural) para fazer o plano, já os demais devem contratar uma empresa privada ou um agrônomo.

 A falta de cuidados dos agricultores em adotar a praticas de manejo leva ao aumento das formigas no campo e na cidade. Porém existem outros motivos, como à falta de conhecimento na hora do manejo.

Para isso o Sindicato Rural Patronal de Rolândia, através do SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) disponibiliza cursos aos interessados preparando tecnicamente para fazer esse controle. Antônio Carlos Mendonça destaca que para a programação destes cursos é preciso que tenha no mínimo um grupo de 10 pessoas participando, de forma gratuita.

Um trabalho de integração que deve ser feito por todos, no campo e na cidade, pela iniciativa privada e pública, e só assim controlar a formiga cortadeira.

Amarildo orienta que o período mais propicio para esse controle é antes da revoada das formigas, que ocorrem entre os meses de julho e setembro. O controle no campo deve ter o acompanhamento de um profissional, já na cidade é possível comprar iscas em qualquer casa de agropecuária sem a necessidade de receita.

Sobre o Autor

Sou formado em Marketing & Propaganda (2004) e também em Jornalismo (2015) pela Unopar. Trabalho com Comunicação Social há mais de 15 anos e sou  proprietário do Jornal Manchete do Povo.

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