Como não se envolver, antes de jornalista sou humano

Como não se envolver, antes de jornalista sou humano Destaque

Em minha profissão, como jornalista, além de buscar a notícia para informar, contando histórias de outras pessoas e casos do cotidiano, acabo vivenciando experiências e muitas vezes me comovendo além da conta.

Como ser humano tenho minhas próprias crenças, ideologias e razões. Porém é inerente da profissão a busca constante pela pluralidade, checagem dos fatos e contrarrazões, sendo justo com a informação e relevante para a sociedade.

Mas existem casos que são difíceis de não se envolver. Nesta semana uma mãe me procurou e chorando me contou que a sua filha de quase quatro anos foi esquecida dentro da Van escolar pela motorista, e é bem provável que esteve presa no veículo das 8 às 11 horas da manhã, quando uma pessoa que passava pela rua a viu chorando e batendo no vidro.

A criança traumatizada só começou a contar para a mãe detalhes do que havia ocorrido no final da tarde, ela dizia que a “tia” a havia esquecido no carro. “Ela não gosta de mim, por isso me deixou lá?”, perguntou a pequena.

Segundo apurado pela mãe, a criança foi entregue na escola somente após às 11 horas, e com outra roupa. A menina contou que a “tia” tirou a roupinha dela e passou água no seu pescoço.

Questionada pela mãe, a motorista da Van disse que viu a criança pouco depois das 8 horas, quando chegou em sua casa e então ficou com ela, pois tinha que fazer algumas coisas na residência.

Os pais revoltados deram queixa na delegacia de Rolândia e vão abrir um processo contra a motorista da Van. Querem expor o acorrido para que isso nunca mais volte a acontecer com outras pessoas.

Difícil não se envolver com a história e controlar os sentimentos. Ainda estou checando o relato para que somente depois exponha os nomes. Mas não pude me conter em contar o que ouvi, e mesmo sem dar nomes me senti obrigado a fazer um alerta aos pais.

É bem provável que eu volte aqui com novas informações, mas por hora, vale o desabafo.

Sobre o Autor

Sou formado em Marketing & Propaganda (2004) e também em Jornalismo (2015) pela Unopar. Trabalho com Comunicação Social há mais de 15 anos e sou  proprietário do Jornal Manchete do Povo.

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  • Assaltos preocupam população e colocam em alerta as autoridades

    Nos últimos 15 dias foram registradas mais 30 ações de marginais que vão desde furtos simples, a assalto a mão armada. Ações repetidas em farmácias, padarias e lojas também foram registradas com frequência nestes últimos 15 dias

    Um breve levantamento foi feito pela redação MANCHETE DO POVO em análise das últimas ocorrências a partir do dia 14 de setembro, início da segunda quinzena do mês. Neste dia uma vítima relata que foi abordada por dois elementos armados de pistola que roubaram sua motocicleta e durante a ação o ladrão chegou a atirar na altura das pernas da vítima, porém sem atingi-la.

    Na farmácia Sambatti, Vila Oliveira, três indivíduos armados de pistola entraram deram voz de assalto e levaram um notebook, três celulares e uma quantia em dinheiro. Na área central a farmácia São Luiz também foi roubada só que de madrugada, ladrões entraram pelo telhado e depois quebraram a porta. O proprietário, Celso Roberto Slemer, relata que esta foi a 10ª vez que o local é roubado em dois anos, duas vezes a mão armada e oito arrombamentos. Ele afirma que foi obrigado a investir em câmeras e equipamentos e segurança privada. “Só nesta última vez o prejuízo passou de 5 mil reais”, lamenta.

    Alguns crimes parecem estar relacionados na forma de agir. Como é o caso de dois assaltos em que as vítimas relatam que um casal armado entrou nos seus estabelecimentos e fugiu em uma motocicleta. O primeiro foi o roubo ocorrido no dia 18 a uma mercearia no Jardim Monte Carlo e o outro à panificadora Ideal, Jd. Novo Horizonte.

    Outros crimes como o do entregador de pizza assaltado ao chegar com a entrega para um “cliente”, por volta das 11h30 no Jardim do Lago onde o elemento armado pegou a pizza e o dinheiro do rapaz. Arrombamentos a residência, assaltos a lojas, furtos de celular e bicicleta nas ruas são o dia a dia das polícias militar e civil que se desdobram para dar conta de tantas ocorrências.

    O delegado de Polícia Civil, Bruno Silva Rocha, mostra que as ocorrências apuradas pela redação são apenas algumas das inúmeras que acontecem todos os dias. Ele dá um exemplo e busca no sistema da polícia os casos registrados na segunda-feira (25). Só de furto, roubo e assaltos eram 13 em apenas um dia.

    Em sua mesa ele aponta para uma pilha de inquéritos concluídos prestes a serem encaminhados para o judiciário e lamenta pela falha na legislação Brasileira que acaba libertando os autores da maioria dos crimes investigados. “Não por culpa do judiciário, que também faz o que pode, mas pelas falhas na legislação”, ressalta o delegado.

    Com apenas quatro investigadores a polícia civil garante que todos os casos, desde o mais simples ao mais grave são apurados dentro do prazo possível. Prova disso é o relatório da SESP (Secretaria de Estado de Segurança Pública) que coloca Rolândia entre uma das 10 cidades do Paraná que mais teve redução nos índices de criminalidade e aumento na apreensão de drogas e armas.

    Em nota a respeito das ocorrências de Furtos e Roubos na cidade de Rolândia, “o 15 BPM tem desenvolvido operações com o intuito de evitar que tais crimes ocorram, dentre elas podemos citar operações blitz, arrastão, bloqueio e saturação. Ressalta-se ainda que ao analisar dados estatísticos do trimestre (julho, agosto e setembro), houve uma redução nos crimes de furto e roubo, quando comparados ao ano passado.

    Em 2016 ocorreram 355 furtos e no ano de 2017 esse número reduziu para 260. Já os crimes de roubo, no período de julho a setembro, de 127 ocorrências em 2016 houve uma redução para 76 ocorrências no ano de 2017. Ao analisarmos somente o mês de setembro, o número de ocorrências de furto foi de 122 em 2016 e de 88 em 2017.  Em setembro de 2016 ocorreram 34 roubos, enquanto em setembro deste ano essa quantidade foi de 23”. Finaliza.

    Rolândia entre as 10 cidades com maior redução na criminalidade

    Um relatório feito pela SESP (Secretaria de Estado de Segurança Pública) mostra os indicadores de janeiro a junho de 2017 comparado ao mesmo período no ano passado.

    Rolândia fica em 10º lugar na tabela dos 20 municípios com maior redução absoluta jan. a jul. 2017. Na tabela de furtos Rolândia teve uma redução de 223 ocorrências com relação a 2016, ano em que este índice atingiu a marca de 2.858 furtos.

    Em apreensões de armas e drogas o município também foi destaque com o aumento de 34,02% (130 casos) no número de armas e 30,54% de drogas (218 apreensões). Até junho deste ano a polícia de Rolândia já havia apreendido 4,894kg de cocaína, 1,303kg de crack, 413,918kg de maconha, 260Pts de Ecstasy e 657Pts de LSD.

    Na redução do número de homicídio o índice é ainda maior, foram 58% a menos esse ano caindo de 31 para menos de 10.

    Os números mostram que apesar da sensação de insegurança as polícias civil e militar estão nas ruas trabalhando diariamente para proteger o cidadão. Mas para que seja possível reduzir de forma aceitável a criminalidade o delegado Bruno Silva Rocha acredita que é preciso antes de mais nada, mais investimento na educação, uma mudança na legislação e melhores condições para as forças policiais trabalharem.

  • Sucateadas, cadeias públicas são 'bomba-relógio' no Norte do Paraná

     

    Superlotação, falta de higiene e fugas constantes. Esta é o realidade de grande parte das cadeias públicas do Norte do Paraná. Apesar de serem construídas para abrigarem apenas presos provisórios, quase 10 mil detentos estão instalados em cadeias públicas ao redor do Estado, número muito maior que o ideal. Deste número, cerca de 70% são provisórios, com quase 3 mil já condenados. Os dados são da Secretária de Estado de Segurança Pública (Sesp). 

    A situação atrapalha a rotina de trabalho, principalmente de policiais civis que ficam com a responsabilidade de vigiar os detentos e acabam sofrendo desvio de funções. 

    Em Rolândia, são 97 detentos em um local com capacidade para 48. Segundo o delegado Bruno Silva Rocha, a situação é insustentável para os profissionais. "Os investigadores não têm treinamento para exercer essa função. Aqui, nós temos um terço do que seria necessário para a investigação e ainda preciso deslocar um efetivo grande para cuidar dos detentos."

    De acordo com o delegado, a presença dos detentos que já foram julgados fazem das cadeias uma bomba relógio para o Estado. "A grande maioria já foi julgada, condenada, eles estão aqui de forma ilegal. Sem esses presos, ficaríamos com um terço dos detentos que abrigamos hoje. Seria o ideal." 

    Outra cidade que vive situação semelhante é Maringá. No começo deste mês, após fazerem um agente refém, 18 detentos fugiram pelo teto do local. No momento da fuga, havia 80 detentos na cadeia. A capacidade é para 16. 

    Os problemas se repetem. Em Ibiporã, são 155 detentos espremidos em um espaço para 35. Segundo o delegado Vitor Dutra de Oliveira, além da superlotação, os policias enfrentam dificuldades para controlar os detentos, devido à proximidade da cadeia com a rua. 
    A proximidade facilita a aproximação de pessoas. Que jogam celulares para dentro das celas. 

    O delegado também sofre com a falta de servidores. "São cerca de dez funcionários, é muito pouco para uma cadeia com 155 detentos. Ainda temos de cuidar do atendimento da população e das investigações". 

    Em Cambé, a capacidade é para abrigar 40 detentos, contudo, atualmente há 200 no local. A cidade sofreu uma das maiores fugas deste ano registradas no Paraná. Foram 31 detentos que cavaram um buraco e conseguiram fugir do local. Apenas três foram recapturados. 


    Bruno Passadore/DPPR/Divulgação
    Bruno Passadore/DPPR/Divulgação

    Soluções 

    A solução para o problema das cadeias públicas do Estado passa pela construção de novas cadeias e pelo desafogamento dos profissionais que atuam nesses locais. "É muita gente. O ideal seria não termos chegado nessa superlotação. Mas, agora, precisamos construir novos locais para esses presos provisórios se instalarem", relata Vitor Dutra. 

    Bruno Silva, delegado de Rolândia, vai além e cita os problemas financeiros das delegacias. "As vezes temos de passar os nossos próprios recursos para a manutenção do local. Isso não poderia acontecer. Além disso, a contratação de um efetivo maior também seria importante para resolver a médio prazo a situação." 

    A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do Departamento Penitenciário do Estado do Paraná (Depen), para saber as soluções que estão sendo pensadas para os problemas apontadas na reportagem, porém, até o fechamento deste texto, não obteve resposta.

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