Boca Aberta tem o mandato de vereador cassado pela Câmara de Londrina Portal Paiquerê

Boca Aberta tem o mandato de vereador cassado pela Câmara de Londrina Destaque

Depois de quase nove horas de sessão, Emerson Petriv (PR), o Boca Aberta, teve o mandato de vereador cassado pela Câmara Municipal de Londrina na tarde deste domingo (15) por quebra de decoro parlamentar. Dos 19 vereadores, 14 votaram a favor do relatório da Comissão Processante (CP) e cinco contra. Eram necessários 13 para a perde da função. Com a decisão do Legislativo, Boca Aberta fica inelegível pelos próximos oito anos. Ele garante que vai recorrer do resultado.

Votaram a favor da cassação os vereadores Mario Takahashi (PV), Vilson Bittencourt (PSB), Rony Alves (PTB), Junior Santos Rosa (PSD), Amauri Cardoso (PSDB), Péricles Deliberador (PSC),  Ailton da Silva Nantes (PP), Filipe Barros (PRB), Eduardo Tominaga (DEM), Estevão da Zona Sul (PTN), Felipe Prochet (PSD), Jamil Janene (PP), Pastor Gerson Araújo (PSDB) e João Martins (PSL). Votaram pelo arquivamento da denúncia Roberto Fú (PDT), Daniele Ziober (PPS), Gui Belinati (PP), Jairo Tamura (PR) e o próprio Boca Aberta.

Vereador mais votado da história de Londrina e das eleições de 2016 no Paraná, quando recebeu 11.480 votos, Petriv havia sido denunciado pela servidora municipal Regina Amância por suposto estelionato ao ter promovido uma “vaquinha” virtual no Facebook para quitar uma multa eleitoral, que levou da Justiça por ter pedido votos em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) durante as últimas eleições.

Sessão
A sessão que resultou na cassação do mandato do vereador Boca Aberta começou por volta das 8h, horário previsto. Durante quase seis horas, foram lidas peças do processo, de defesa e acusação, que somou cerca de 222 páginas, das mais de 600 arroladas. Após esta etapa, a defesa de Petriv pediu, novamente, a suspeição de Rony Alves, e alegou que houve cerceamento do agora ex-vereador, como forma de suspender a sessão. A presidência da Casa, porém, indeferiu os pedidos.

Os vereadores tiveram direito a 15 minutos de fala cada um, entretanto, nenhum quis usar a palavra. Posteriormente, a defesa teve duas horas para argumentar a favor por Boca Aberta. O tempo, por opção de Petriv, foi usado por ele e por seu advogado, Eduardo Duarte Ferreira. “Pouco importa se houve prova, improbidade ou estelionato. O que importa é colocar sobre o julgo o vereador mais votado do Paraná. É assim que se extirpa quem incomoda. Seja pelo voto ou pela sede de Justiça”, atacou Ferreira. Já Boca Aberta, durante sua fala, passou diversos vídeos para se defender. Ele chegou a ajoelhar-se e chorar para pedir que os vereadores não votassem pela sua cassação.

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Sobre o Autor

Sou formado em Marketing & Propaganda (2004) e também em Jornalismo (2015) pela Unopar. Trabalho com Comunicação Social há mais de 15 anos e sou  proprietário do Jornal Manchete do Povo.

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  • Mulher morre após acidente entre Cambé e Rolândia

    Uma idosa de 63 anos morreu vítima de um grave acidente registrado na BR-369, entre os municípios de Rolândia e Cambé. A colisão, envolvendo uma VW/Parati, com placas de Londrina e uma caminhonete F250, com placas de Dourados-MS, aconteceu em frente a churrascaria Bota Fogo (próximo ao motel Troia). 

    A idosa Rosalina da Cunha Morandin, sofreu politraumatismo e morreu dentro da ambulância. De acordo com os socorristas do SAMU, à vítima sofreu uma parada cardiorrespiratória (PCR). A equipe médica realizou todos os procedimentos para tentar reanimá-la, mas infelizmente ela acabou não resistindo e entrou em óbito. 

    Rosalina era condutora do veículo Parati e seguia sentido à Rolândia. Seguindo informações, ela teria cruzado a pista para retornar sentido à Cambé e foi atingida pela caminhonete. 

     

     

     

     

     

  • Fim do pedágio é discutido em audiência pública

    Por proposição dos deputados estaduais integrantes da Comissão Extraordinária da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná foi realizada a 12ª Audiência Pública sobre a renovação dos contratos de pedágio

    Assista:

     

    Os vereadores João Manoel Ardigo (PSB) e Alex Santana (PSD) através de requerimento aprovado em plenário solicitaram a realização da referida audiência em Rolândia que ocorreu no NANUK na noite desta quinta (19).

    A Frente Parlamentar Contra Renovação dos Pedágios realiza desde o início do ano uma série de audiências públicas em todo o estado com objetivo de mobilizar a população e os setores produtivos a participarem da discussão do tema.

    O grupo de deputados que está atualmente com 34 parlamentares afirma não ser contrário à concessão de estradas para inciativa privada, porém os parlamentares são contrários ao modelo vigente no estado que tem validade até 2021.

    A audiência foi presidida pelo deputado Tercilio Turini (PPS), ele lembra que os contratos têm período de 24 anos e em novembro completam 20 anos, e por isso o estado tem apenas mais quatro anos para discutir um modelo viável de concessão que não onere a população. “Contratos extremamente lesivos às pessoas, à economia e principalmente ao agronegócio que paga muito caro para transportar a produção (...) Um rodotrem de nove eixos chega a pagar 150 reais em uma única praça”, alerta.

    Ele revela que há um ano havia um movimento muito forte das concessionárias junto ao governo no sentido de renovar estes contratos por mais 25 anos e por isso a frente parlamentar se mobilizou. Para Turini um grande avanço foi a aprovação recente de uma LEI que torna obrigatória a votação em plenário para a liberação de novas concessões ou renovação do contrato.

    Cobra Repórter (PSC), deputado eleito por Rolândia destaca que a economia do estado é prejudicada com os altos valores cobrados nas praças de pedágio. “Isso significa um atraso, nós precisamos procurar alternativas para melhorar a economia e muitas empresas não vêm para o interior do estado devido ao elevado custo dos pedágios”, aponta.

    Em nota publicada no site G1 a Associação Brasileira de Concessionárias de Pedágio (ABCR-PR) afirmou que considera produtivas todas as discussões sobre o pedágio no estado. Informou ainda que as concessionárias estiveram à disposição da Alep para esclarecimentos em duas CPIs que tramitaram na Casa - em 2003 e 2013.

    "As Comissões concluíram ser necessária a revisão dos contratos, uma vez que eles foram firmados em momento econômico desfavorável e atos unilaterais, de cunho político, modificaram o cronograma e retiraram obras. De fato o modelo adotado no Paraná é um dos pioneiros no país, quando a taxa Selic chegou a 43%. Toda e qualquer alteração contratual em concessão pública, necessariamente, é feita com as bases econômicas vigentes na ocasião", conclui a nota.

    Movimento Tarifa Zero

    Integrantes do Movimento Tarifa Zero, presentes na audiência acompanharam a explanação do presidente da COOPAVEL (Cooperativa Agroindustrial de Cascavel), Dilvo Grolli, que lamentou os autos custos no transporte da safra que acaba prejudicando toda uma cadeia produtiva essencial para a economia do estado.

    Morador de Rolândia, Paulo Rocha Nogueira faz parte do Movimento e explica que o objetivo é a redução da tarifa do pedágio, a liberação de uma rota alternativa. “Um absurdo inconstitucional retirar o direito de ir e vir da população”, protesta.

    Ele cita o caso de pessoas que precisam fazer tratamento médico em Arapongas ou visitar familiares no hospital e quase não tem condições de sair de Rolândia, ainda mais pagando o pedágio as vezes vários dias na semana.

    De arapongas, Adriano Moraes de Souza também integrante do Movimento afirma que a população das duas cidades é explorada com o valor abusivo cobrado pelo pedágio. Para ele o correto seria não cobrar pedágio dos moradores de Rolândia e Arapongas. “Estamos há 20 anos sendo explorados, indústrias deixam de vir para cá por causa do pedágio, perdemos emprego e agora é a hora de nos mobilizarmos para isentar ou abaixar o valor cobrado”, ressalta.

    Por fim ele faz um apelo para que a população participe do movimento Tarifa Zero e que as duas cidades se unam nesse sentido.

    Os vereadores João Manoel Ardigo (PSB) e Alex Santana (PSD) também fazem parte do movimento e apontam para uma possível alternativa que prevê uma rota não pedagiada ligando as duas cidades. Ardigo revela que a ideia é fazer a ligação da avenida Atlanta com o bairro ceboleiro chegando até a cidade de Arapongas onde a via encontra com a avenida Rabilonga Vermelha.

    Atualmente a justiça autorizou o fechamento do desvio alegando que no contrato de concessão está a proibição de abertura de rotas de fuga para desvio do pedágio. Assim a intenção dos vereadores é prevenir para que em uma possível renovação do contrato esta via já esteja estabelecida e não se enquadre como rota de fuga.

    Santana entende que há 20 anos a empresa que administra o pedágio explora a população e não traz nenhum benefício pra Rolândia.

    Texto e fotos: Rodrigo Stutz 

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  • Deputado federal mais bem avaliado em ranking nacional é de Londrina

    O melhor parlamentar do Brasil, entre deputados e senadores, é londrinense, aponta o site Ranking dos Políticos, que faz avaliações com base no desempenho parlamentar, assiduidade, gastos públicos e processos judiciais de cada deputado ou senador. Pelo levantamento, o deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB) figura na primeira posição nacional, com 219 pontos. Focando nos políticos paranaenses em Brasília, Alex Canziani (PTB) também é bem posicionado, situando-se na 33ª posição entre os 513 deputados federais. 

    Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados
    Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados


    O site compara políticos de todo o Brasil, classificando senadores e deputados federais do melhor para o pior. Para elaborar a lista, leva em conta dados obtidos relativos a gastos, assiduidade, fidelidade partidária e processos judiciais de cada político, levando em conta informações de fontes oficiais, como sites governamentais e de veículos de mídia de primeira linha.


    Os responsáveis também acompanham votações importantes e pontuam os políticos de acordo com a qualidade legislativa. "O valor das leis analisadas é definido por nosso Conselho de Avaliação de Leis, levando em conta o quanto elas ajudam ou atrapalham o País", explica o site, que deu pontos positivos para quem votou a favor da reforma trabalhista, da ampliação da terceirização e da regularização fundiária, por exemplo, e notas negativas para quem rejeitou a autorização para o Supremo Tribunal Federal (STF) investigasse o presidente Michel Temer (PMDB). 

    Com 219 pontos no total, Hauly tem boa pontuação em presença em plenário – de 91 sessões realizadas, esteve presente em 90 –, pelo gasto da cota parlamentar e verba indenizatória pouco abaixo da média geral ( o tucano gastou pouco mais de R$ 213,6 mil, enquanto a média de gastos é de R$ 279,3 mil), por ter formação superior e ter-se mantido fiel ao PSDB ao longo da carreira política e por não responder a processos judiciais. 

    Também pesaram a favor os posicionamentos favoráveis à terceirização, à reforma trabalhista e ao novo Ensino Médio e contrário ao fundão eleitoral, por exemplo, mas perdeu pontos por votar pela rejeição à autorização para o STF investigar Temer. Não constam leis de autoria ou relatadas por Hauly que influenciaram o ranking. 

    Lúcio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados
    Lúcio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados


    No caso de Alex Canziani, o terceiro melhor colocado do Paraná, com 135 pontos – ele fica atrás também de Rubens Bueno (PPS), com nota 162 –, as notas favoráveis são em relação à presença nas sessões (esteve presente em 85 das 91 realizadas), aos seus posicionamentos em relação a votações importantes e à formação acadêmica superior e à fidelidade partidária. Entretanto, perdeu pontos pelos gastos acima da média (R$ 311,2 mil, ante R$ 279,3 mil) e por responder a processo judicial no Tribunal de Justiça do Paraná. 

    O terceiro londrinense na Câmara Federal, Marcelo Belinati (PP), deixou o parlamento para se candidatar à Prefeitura de Londrina em 2016, sendo eleito em outubro passado. 

    Os piores avaliados

    Os dois deputados federais do Paraná com pior avaliação pelo Ranking dos Políticos são, curiosamente, do PT. Com -183 pontos, Enio Verri figura na 489ª posição e Zeca Dirceu, com -127, ficou com a 458ª colocação. Nos dois casos, o que mais pesa contra são os posicionamentos em relação a votações – ambos foram contrários a mudanças no Ensino Médio e nas terceirizações, por exemplo, e favoráveis ao fundão eleitoral. Ambos também gastaram acima da média com cotas parlamentares e verbas indenizatórias e respondem ou foram condenados em processos judiciais, o que também prejudicou a nota final. 

    Dos 30 deputados federais do Paraná, onze tiveram avaliações negativas no site. No geral, quase metade (251 dos 513 deputados) tiveram notas negativas e três tiveram pontuação igual a zero.

    Luís Fernando Wiltemburg - Redação Bonde

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