Servidores da UEL recebem salário  e greve está indefinida

Servidores da UEL recebem salário e greve está indefinida Destaque

Greve foi votada e aprovada nesta quinta antes do pagamento dos salários, agora Assuel tem 72 horas para definir as futuras ações da categoria.

O Governo do Estado do Paraná não havia depositado o salário dos funcionários das Universidades Estaduais, que deveria ter sido efetuado na quarta (31). As categorias se reuniram na quinta (1º) para decidir se iniciaria a greve ou não. No mesmo dia em que o Sindicato da Universidade Estadual de Londrina (Assuel) declarou greve com 47 a favor e 31 contra, o governo do efetuou o pagamento atrasado dos servidores.

A greve da Universidade Estadual de Londrina (UEL) teria inicio a partir desta segunda (5). Já em assembleia extraordinária realizada na tarde desta quinta (1º), os servidores da Universidade Estadual de Maringá (UEM), decidiram deflagrar greve geral a partir da próxima segunda, caso o pagamento dos salários não seja efetuado.

O professor Nilson Maganin Filho, presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Superior Público Estadual de Londrina e Região (Sindiprol) confirmou a informação e disse que a assembleia da categoria, marcada para a próxima segunda, com servidores de outras instituições na sede da Universidade Estadual de Maringá (UEM) está mantida. “(O pagamento) entrou na conta individual. A assembleia está mantida mesmo com a retirada do indicativo de greve por nossa parte, porém existem outras questões que serão analisadas, como os impactos de uma adesão ao Meta4”, disse. “Este atraso nos salários são um primeiro fato que corrobora com a nossa versão, de que com o Meta4 nós iremos perder a nossa autonomia. Estamos preocupados com isso”, completou.

A decisão para a greve, que teve apenas três votos contrários, estabeleceu o prazo do dia 5 para cumprir exigência legal. Na segunda, duas assembleias estão marcadas para confirmar a deflagração da greve: uma às 8 horas, no Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar), e outra às 14 horas, no auditório do Hospital Universitário (HU).

O reitor da (UEM), Mauro Baesso, afirmou esta semana que a instituição não irá ceder à pressão do estado e não irá aderir ao Meta-4 por acreditar que o sistema fere a autonomia universitária.

Já Adão Brasilino, responsável pela Assuel-Sindicato, revelou em conversa telefônica que a categoria aguarda a manhã de sexta (2) para decidir se a Assuel continua com o indicativo de greve – já que possuem 72 horas para organização – ou se cancelam a paralisação. “O pró-reitor da UEL Leandro Altimari, entrou em contato comigo para falar sobre o pagamento.  Porém, vamos esperar até amanhã cedo para verificar se todos os servidores receberam os seus salários e aí nos posicionarmos quanto à manutenção ou o cancelamento da greve”.

Ainda na quarta (31), o governo do Paraná garantiu, através de notícia publicada na Agência Estadual de Notícias, que estava fazendo um “esforço concentrado” para concluir as análises dos documentos enviados nos últimos dias pela UEM e pela UEL. “A determinação do governo é para que o esforço prossiga durante a noite desta quarta-feira, para que os valores sejam liberados no menor prazo possível para as contas dos servidores destas instituições”, diz a matéria.

ESTADO versus UEM

Em notícia divulgada no site da Agência Estadual de Notícias, o governo do Paraná afirma que “a reitoria da Universidade Estadual de Maringá (UEM) ainda não autorizou a Secretaria da Administração a transferir os recursos da folha de pagamentos dos servidores da instituição para a Caixa Econômica Federal. Para liberar a operação, o reitor precisa encaminhar um ofício padrão ao Estado, assim como já fizeram as demais universidades estaduais. Em razão disso, ainda não foi possível depositar o pagamento de janeiro dos funcionários da UEM”.

Uma nota de repúdio publicada no site da UEM, o reitor Mauro Luciano Baesso declara que “a reitoria enviou hoje (1º, às 15h30mim) o Ofício para a Caixa Econômica Federal autorizando o processamento do arquivo da Folha de pagamento gerado pela CELEPAR. O texto deste ofício foi integralmente aprovado pela assessoria jurídica e pela gerência da Caixa Econômica Federal (…). Ocorre que o Estado, para realizar a transferência de recursos, está coagindo o reitor a assinar um ofício com um texto em que a Universidade Estadual de Maringá assume expressamente a obrigação de integrar o Sistema RH Meta 4“.

Caso a greve da UEM seja ratificada, as matrículas dos alunos aprovados no vestibular de verão/2017 podem ficar comprometidas, bem como as solenidades de colação de grau, abertura dos portões, blocos e salas de aula.

Sobre o Autor

Sou formado em Marketing & Propaganda (2004) e também em Jornalismo (2015) pela Unopar. Trabalho com Comunicação Social há mais de 15 anos e sou  proprietário do Jornal Manchete do Povo.

Localização

Rua: Alfredo Moreira Filho
N°: 362
CEP: 86600-003
Rolândia - PR

Mapa

O Jornal

Manchete do Povo - Mais de 3 mil exemplares todos os sábados em mais de 140 pontos da cidade.

Contato

Telefone: (43) 3016 0201

Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Fale conosco

News Letter

Receba nossas novidades por e-mail

logo-manchete-do-povo-rodape