Mais uma vítima morre ao bater em cavalo solto na BR369 em Rolândia

Na última quinta, dia 22, o senhor José Aparecido de Oliveira, 63 anos, morreu no local ao bater com sua moto em um cavalo solto, próximo ao lago São Fernando, Av. Presidente Getúlio Vargas (BR 369), Rolândia, região metropolitana de Londrina.

No dia 13 de julho deste ano, Rialande Presendieu, 41 anos, também morreu ao bater de moto em um cavalo solto na Av. Presidente Vargas. Depois de muito discurso e discussão, nenhuma providência foi tomada e as pessoas continuam morrendo devido ao descaso das autoridades em resolver o problema.

 

Inúmeras reportagens já foram feitas alertando o perigo de cavalos soltos pela BR 369, uma via de tráfego intenso, que além de estar no meio de duas regiões populosas ainda é caminho de veículos que passam por Rolândia.

Após debates calorosos em conselhos municipais, cadastramentos de animais até chegaram a ser feitos com a promessa de que os animais soltos seriam pegos e uma multa aos donos aplicada, porém de fato o que se vê, é que diariamente animais andam livres pelas ruas e avenidas de Rolândia colocando em risco a vida da população.

O senhor José Aparecido de Oliveira, 63 anos,
morreu no local ao bater com sua moto
em um cavalo solto, próximo
ao lago São Fernando

 

A secretaria de Meio Ambiente de Rolândia afirma que a responsabilidade de recolher os animais na BR369 é da VIAPAR (Rodovias Integradas do Paraná). Em nota a concessionária informa que existe um serviço de recolhimento de animais feito por um caminhão boiadeiro. Estes animais, uma vez capturados, são levados para a cidade de Cascavel, em um abrigo. Na prática o que acontece é que, assim como faz a secretaria de meio ambiente de Rolândia, quando chamado, ninguém aparece, e quando vem, depois de horas, o animal já não está mais no local.

 

A VIAPAR informou que “O veículo operacional é deslocado na base operacional mais próxima ao evento (em Rolândia o evento será atendimento pela Praça de Arapongas, salvo algum caso excepcional / fora do padrão) ”. E que o tempo para atender uma solicitação depende “(…) da quantidade de ocorrências no trecho e no dia; vale destacar que este tempo é estabelecido por contrato e monitorado pelo DER (órgão concedente que administra o contrato com a concessionária) ”.

A concessionária garante recolher em média sete à 10 animais por mês ao longo dos 550 km administrados.

A Nota destaca ainda que: “a Viapar somente atua nos trechos concedidos. O trecho da Avenida Presidente Getúlio Vargas da BR-369 é área urbana de Rolândia e não é responsabilidade de operação da Viapar”.

Se este serviço realmente funcionasse talvez pessoas como o senhor José Aparecido e a Rialande Presendieu ainda estivessem vivos.

Quantas mais deverão morrer até que as autoridades públicas tomem uma providência? Esta é a pergunta que fica.

 

 

PROJETO QUE NÃO SAIU DO PAPEL PODERIA TER SALVO ESTAS VIDAS

No ano de 2017 a Prefeitura de Rolândia, em parceria com a Concessionária de Pedágio VIAPAR, teria divulgado uma nota sobre o recolhimento dos animais que ficam soltos na área urbana.

 

Teoricamente quando um cidadão encontrar um animal de grande porte nas ruas, deve ligar para a secretaria de Meio Ambiente ou para o telefone de plantão.

O animal deve ficar apreendido e o dono pagar multa diária, caso o dono não se apresente o cavalo é doado para produtores inscritos na agricultura familiar.

Mesmo após o decreto e regulamentação do recolhimento de animais de grande porte nas vias, é comum encontrar cavalos e até vacas soltas pela cidade. Em contato com a secretaria, geralmente não se encontra o responsável ou simplesmente ninguém aparece, mesmo depois da denúncia feita.

Não e apenas o ser humano quem sofre com a inercia

 

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Posted by Manchete do Povo on Friday, June 30, 2017

 

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