Operação Casa de Papel: Gaeco e Gepatria cumprem mandados de busca e apreensão em investigação de fraude a licitação

Ontem, quinta-feira (23), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e o Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria) deflagaram a Operação Casa de Papel, que investiga fraudes em licitações.

Ao todo foram sete mandados de busca e apreensão nas cidades de Curitiba, Apucarana e São José dos Pinhais. As diligências foram cumpridas em três endereços empresariais e em quatro residenciais.

Além dos mandados de busca e apreensão, o Juízo da Vara Criminal de Astorga suspendeu a renovação de contratação com o poder público dos empresários investigados e as empresas relacionadas a eles.

Segundo as investigações, o Gepatria de Londrina, apura crimes de caráter competitivo de licitação, falsificação ideológica e associação criminosa envolvendo um grupo de quatro empresários relacionados entre si e detentores de três empresas. E o envolvimento de servidores públicos que estariam estabelecendo cláusulas restritivas nas licitações (visitas técnicas desnecessárias) para favorecimento das empresas envolvidas.

As empresas envolvidas nas investigações, participaram de licitações de 2013 até 2019 em mais de 14 prefeituras. Entre as cidades estão: Arapongas, Cambira, Centenário do Sul, Colorado, Faxinal, Iguaraçu, Marilândia do Sul, Pitangueiras, Prado Ferreira, Rolândia, Sabáudia, Santa Inês, Santo Inácio e São Sebastião da Amoreira, além de três Câmaras Municipais (Arapongas, Assaí e Astorga) e do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Ivaí e Região.

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