Operação Placebo investiga IABAS

Foi deflagrada pela Polícia Federal a Operação Placebo, na manhã desta terça-feira (26/05), com objetivo de apurar indícios de desvios de recursos públicos na construção de hospitais de campanha no Estado do Rio de Janeiro.

Consta no site da Polícia Federal que elementos de prova foram obtidos durante as investigações que apontam para a existência de um esquema de corrupção envolvendo a Organização Social (OS) Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (IABAS) contratada para a construção dos hospitais de campanha do Rio.

O contrato de 835 milhões foi assinado pelo presidente da OS, Cláudio Alves França, porém, diante do não cumprimento do prazo de entrega dos hospitais, o Ministério Público Federal moveu uma ação de tutela de urgência para abertura das unidades e um comitê se comprometeu em fiscalizar todos os aspectos dos contratos.

Na primeira reunião com o comitê o superintendente do IABAS, Doutor Hélcio Watanabe, se comprometeu em apresentar um plano imediato e concreto de abertura de leitos em cada unidade em até 48 horas. Hélcio é médico Clínico Geral no Honpar (Hospital Norte Paranaense), instituição que sofre Ação Civil Pública por denúncia de cobrança de taxas comunitárias supostamente ilegais para atendimento de pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde).

 

O prazo passou e ontem foram cumpridos 12 Mandados de Busca e Apreensão nos estados de São Paulo/SP e Rio de Janeiro/RJ. Os mandados foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça – STJ e entre os alvos está o presidente do IABAS.

IABAS já estava no radar da PF desde 2018

No cargo desde fevereiro deste ano, Cláudio França é o quinto presidente do IABAS desde 2018. Em junho daquele ano, Luiz Eduardo Cruz, que comandou a OS, foi preso sob a suspeita de ter desviado ao menos 6 milhões de reais da Secretaria municipal de Saúde do Rio para a realização de cursos de pós-graduação para médicos.

Desde então, as trocas na presidência do IABAS são frequentes. Na denúncia da força-tarefa da Lava Jato no Rio, que desencadeou a Operação Favorito, por exemplo, os procuradores citam o advogado paranaense Antônio Carlos Romanoski, o Roma, ex-presidente, como responsável pelo Iabas.

Fontes:
 

 

 

 

 

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.