Em Rolândia, pelo menos três são “Ficha Suja”

Os primeiros a estrearem a LEI da Ficha Limpa foram Flávia de Paula (PDT) e André Nogaroto (PT) seguidos por Johnny Lehmann (PTB).

Em 2008 a então candidata a prefeita, Flavia de Paula e seu vice, o petista André Nogaroto, foram condenados por abuso do poder econômico e utilização indevida de meios de comunicação social. Segundo a ação de número 171.2008.616.0059 eles ficaram, inicialmente três anos inelegíveis, porém depois de 2010 foram enquadrados na lei da Ficha Limpa e perderam seus direitos políticos por oito anos. Ainda os dois foram condenados ao pagamento de multa no valor de R$52.205,00 parcelada em 60 meses.

O caso mais recente foi a cassação do ex-prefeito Johnny Lehmann, condenado pelo no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por abuso do poder político e uso indevido dos meios de comunicação.

Ficha Limpa, entenda a LEI

Diversos setores da sociedade civil brasileira mobilizaram-se, nos anos de 1996 e 1997, através da campanha Combatendo a corrupção eleitoral, com o objetivo de punir os políticos que malfadaram a administração pública, aumentar a idoneidade dos candidatos e combater a corrupção no país. Em abril de 2008, o movimento ganhou força com a chamada Campanha Ficha Limpa, liderada pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral – MCCE.

A pressão da sociedade fez nascer o Projeto de Lei de Iniciativa Popular n.º 519/09, que conseguiu reunir cerca de 1,3 milhão de assinaturas, estabelecia critérios rígidos e impeditivos aos candidatos que pretendiam retornar a algum cargo público, através da Lei Complementar n.º 64, de 18 de maio de 1990 – Lei das Inelegibilidades. E, em 04 de junho de 2010, o projeto foi sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na Lei Complementar n.º 135/2010, a alcunhada Lei da Ficha Limpa.

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