Francisconi de volta ao cargo, mas processo ainda segue

Depois de cinco meses afastado do cargo, o prefeito de Rolândia, Luiz Francisconi Neto (PSDB), voltou ao trabalho nessa segunda (18).

O desembargador TJPR (Tribunal de Justiça do Paraná) relator, Luís Carlos Xavier, revogou na tarde desta quarta (13) a medida cautelar imposta que afastava Francisconi do cargo.

“Diante da comprovação de que o requerente não descumpriu qualquer das medidas cautelares a ele impostas, a instrução processual já foi encerrada, com o oferecimento da denúncia e a Câmara Municipal de Rolândia deliberou pela absolvição do requerente, defiro o pedido, para revogar a medida cautelar imposta a Luiz Francisconi Neto de afastamento do cargo público, mantendo-se as demais” assina.

Em seu retorno, algumas pessoas o recepcionaram e o Monsenhor José Agius deu uma benção para o prefeito e a Primeira-dama Doutora Nilza Francisconi.

O prefeito de Rolândia é acusado de corrupção passiva no caso da licitação para o aluguel de um barracão do antigo IBC (Instituto Brasileiro do Café) pela empresa Somopar.

Ele e mais nove servidores e dois empresários são alvos da Operação Patrocínio, deflagrada pelo GEPATRIA (Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa) e GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) em 10 de setembro de 2018, data em que o prefeito e alguns secretários foram afastados de suas funções e tiveram que usar tornozeleiras eletrônicas.

 

Está marcada para o dia 19 de março a primeira audiência de instrução da Operação Patrocínio, quando vão ser ouvidas as testemunhas arroladas pelo Ministério Público.

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