Médico da Honpar é sócio de empresa que atende a instituição

Em nota a Honpar afirma que o Doutor Hélcio Watanabe não tem ligação alguma com a instituição, “nunca fez parte da administração do hospital e que há meses ele não utiliza o hospital para atendimentos”. Que ele é apenas mais um médico que atende lá, porém a administração do hospital não revela que o superintendente da IABAS é sócio da empresa MED IMAGEM SERVICOS MEDICOS S/S, que presta serviços para o Honpar.

Ainda que Hélcio é sócio de Cristina de Freitas Koch, que é esposa do Roberto Koch. Roberto é um dos representantes da Honpar que aparece em dezenas de reportagens falando em nome da instituição. Cristina é sócia na Clínica Médica e Serviços Hospitalares LTDA – SERCEM, empresa que ganhou a doação do terreno em Rolândia, local onde deveria ser construído um hospital que até agora não saiu das promessas de campanha eleitoral.

Roberto juntamente com a Honpar é citado na Ação Civil Pública que investiga suposta fraude no SUS com a cobrança indevida de taxas comunitárias. Tais taxas eram cobradas de diversos pacientes vindos das cidades vizinhas de Arapongas. Segundo a ação, quando pagavam, podiam “furar a fila” e ser atendidos pelo SUS em detrimento daqueles que não podiam pagar.

Na nota a Honpar, não explica que um dos donos da empresa que atua dentro da Honpar é superintendente da Organização Social (OS) Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (IABAS). Esta OS é alvo da Operação Placebo, e está sob investigação em um grande caso de corrupção no Estado do Rio de Janeiro envolvendo um contrato de quase um bilhão de reais que deveria ser aplicado na construção de hospitais para atender vítimas do Covid-19.

A Honpar trata a atividade de parte da imprensa regional como inescrupulosa por tentar fazer ligações entre o caso do Rio de Janeiro com membros que atuam na Instituição de Arapongas.

Tentam negar a existência desta ligação, porém omitem a informação de que um de seus médicos e parceiros comerciais é superintendente na OS investigada.

O trabalho da imprensa não é fazer suposições, mas dar luz a questões relacionadas ao bem comum. Nenhuma ação social ou atendimento beneficente pode ser justificativa para ilícitos e desvios de recursos que deveriam ser usados para salvar vidas.

Esta reportagem ainda aguarda a manifestação das pessoas citadas e coloca este veículo à inteira disposição para maiores esclarecimentos.

 

Segue a íntegra da nota

O Honpar, Hospital Norte do Paraná, esclarece que o médico Hélcio Watanabe não é funcionário do hospital, mas um prestador de serviços, sem vínculo empregatício, assim como os outros 200 médicos que fazem os atendimentos na instituição. O hospital informa ainda que o Dr. Helcio Watanabe nunca fez parte da administração do hospital e que há meses ele não utiliza o hospital para atendimentos.

O Honpar esclarece que não tinha conhecimento da atuação do Dr. Helcio Watanabe como superintendente no Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (IABAS), que foi contratado para a construção dos hospitais de campanha no Rio de Janeiro, alvo da investigação da Operação Placebo da Polícia Federal nos últimos dias.

A utilização do nome do Honpar nas matérias que noticiam a investigação na capital carioca, não passa de mais uma tentativa inescrupulosa de comprometer o nome do hospital, que foi escolhido pela Secretaria de Saúde do Paraná como hospital de referência para o atendimento da Covid-19 para toda região, recebendo hoje pacientes de todas as regionais de saúde no estado do Paraná. Trabalho que é realizado de maneira humana, correta e transparente.

Honpar – Hospital Norte Paranaense

Associação Norte Paranaense de Combate ao Câncer

Umberto Tolari – Presidente

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