MP afirma que Francisconi tenta cooptar autoridades públicas em Rolândia e recomenda exonerações

O Ministério Público – GEPÁTRIA (Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa), através do Promotor de Justiça, Renato de Lima Castro, emitiu na manhã desta quinta (21) uma Recomendação Administrativa ao Prefeito, Luiz Francisconi Neto (PSDM), para exonerar dois dos cargos comissionados contratados no dia 19.

Segundo a Promotoria, Caroline Naldi Ludovico, nomeada para desempenhar a função de diretora do SINE, é filha do Juiz Criminal Alberto José Ludovico. E que Odivaldo Moreno Alves, nomeado secretário de Infraestrutura é tio do vereador Irineu de Paula.

O promotor alega que considerou a medida para coibir a possibilidade de transnepotismo, que se materializa na troca de favores entre os poderes “em que o agente público valendo-se da sua prerrogativa de nomeação de cargos comissionados, utiliza-se para fins de nomeação de apadrinhados ou mesmo parentes de outros poderes”.

A recomendação relata que o prefeito está cometendo atos ilícitos com nítido propósito de “a um só tempo, cooptar autoridades públicas que, no exercício de suas funções Judicial e Legislativa, tem o poder-dever de, imparcialmente, decidir sobre questões que influenciarão na manutenção do cargo e/ou liberdade do denunciado. Ou mesmo efetuar contraprestações por “serviços” já prestados”, pontua o promotor.

Renato destaca a atuação do vereador Irineu de Paula quando assinou o relatório da CP (Comissão Processante) que pedia a cassação do prefeito, mas na hora de votar se absteve “em nítido comportamento incongruente com atos funcionais atípicos em momento anterior”.

O promotor deu prazo de 15 dias para que os pedidos sejam atendidos. Caso a recomendação não seja atendida deve sujeitar o prefeito, vereador, magistrado e os comissionados a responsabilidade por prática de ato de improbidade administrativa.

O Magistrado não quis se manifestar, apenas afirmou que não tem nada a ver com o caso e que sua filha é maior de idade e independente. A redação ainda tenta contato com o prefeito e o vereador citados pelo MP, mas não obtive retorno até a publicação desta reportagem.

Confira parte da recomendação original:

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