São Rafael pode ser interditado pelo CRM em três semanas

 

O presidente do CRM (Conselho Regional de Medicina) do Paraná, Dr. Luiz Ernesto Pujol, veio pessoalmente de Curitiba inspecionar o Hospital São Rafael na última sexta-feira (07). Ele esteve acompanhado de uma comitiva técnica averiguando as instalações do Hospital e as condições de trabalho dos médicos e funcionários.

Diante das péssimas condições ele deu três semanas para que os novos administradores solucionem os problemas, caso contrário poderá fazer uma interdição ética e fechar o hospital. “Há uma quase percepção que essa é uma estrutura inviável”, lamenta. Pujol explica que o hospital poderia ser interditado devido às condições atuais, porém dará um voto de confiança para os novos administradores.

Ele relata que o CRM já havia dado um prazo de 90 dias para que a instituição regularizasse os pagamentos dos médicos, fizessem novas contratações e regularizassem as condições de trabalho. Este prazo vence no próximo dia dois de setembro e caso até lá essa situação não se resolva Pujol não descarta a possibilidade de uma interdição. “Eu não pretendo interditar, não é essa nossa intenção (…) E me preocupa muito quando os médicos estão expostos a riscos por um administração que foi ao meu ver incompetente”, aponta.

A diretora técnica responsável pela UTI, Dra. Fabiana Mansano, revela que a Unidade de Tratamento Intensivo esteve próximo de fechar na semana passada e só não aconteceu por intercessão direta do deputado Cobra Repórter junto ao secretário estadual de saúde, Michele Caputo Neto que se comprometeu em dar um aporte de 200 mil reais por mês ao hospital durante 10 meses. Ela afirma que se trata apenas de uma promessa do Estado, e até o momento o município não se comprometeu com nenhuma ajuda

Fabiana destaca que os médicos não pararam os trabalhos devido a promessa do Estado e também pelo compromisso que a nova administração fez em regularizar as condições do hospital o mais rápido possível.

Caso a comissão que assumiu o hospital não resolva os problemas o CRM poderá de fato realizar a intervenção. “Se houve alem da má qualidade na gestão, um outro fator que pudesse ter determinado esse caos em que o hospital chegou não nos cabe apurar (…) essa é uma questão administrativa e quem sabe policial”, finaliza.

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