Testemunhas de defesa não comparecem e Francisconi deve depor nesta terça em Comissão Processante

Com base na operação “PATROCÍNIO” do Ministério Público, a Câmara de vereadores instaurou desde o dia 29 de outubro de 2018 uma CP (Comissão Processante) que pode levar à cassação do prefeito de Rolândia afastado, Luiz Francisconi Neto (PSDB).

As oitivas iniciaram no dia sete de novembro de 2018 e terminam nesta terça (08) com o depoimento de Francisconi.

Previsto para acontecer às 14h na câmara de vereadores, a oitiva do prefeito afastado não é pública e por isso não pode ter a presença de populares e imprensa.

O vereador Reginaldo Silva (SDD), relator da CP explica que o depoimento de Francisconi é extremamente importante, porém ele não é obrigado a comparecer.

 

Nesta segunda, deveriam depor os ex-deputados federais, Luiz Carlos Hauly e Valdir Rossoni, ambos do PSDB. Mas para Reginaldo o que causou estranheza foi a indicação do ex-senador pelo estado do Pará, Paulo Roberto Galvão da Rocha (PT) e do presidente do SEASA e ex-prefeito de Assai, Luiz Alberto Vicente.

 

ASSISTA A ENTREVISTA COM O RELATOR, REGINALDO SILVA

O relator explica que a Comissão encaminhou aos indicados a depor as perguntas elaboradas pela defesa, e que, depois de enviadas, apenas Luiz Carlos Hauly respondeu.

Entre os depoentes indicados pela defesa de Franciconi também já esteve em Rolândia o ex-prefeito de Londrina, Barbosa Neto. “Ele disse que não conhece Francisconi e não sabe porque foi chamado”, revela Reginaldo.

Com a conclusão das oitivas, os advogados de Francisconi tem cinco dias para elaborar a defesa e o relator mais cindo dias após para apresentar o relatório final. “Depois do dia 18 o presidente da Câmara, poderá colocar na pauta da sessão a votação do relatório, que pode pedir ou não a cassação do prefeito”, finaliza Reginaldo.

Afastado desde o dia 10 de setembro, o prefeito Luiz Francisconi Neto (PSDB), e mais 14 pessoas são investigadas pela Operação Patrocínio, deflagrada pelo GAECO (Grupo de Combate ao Crime Organizado) e GPATRIA (Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa), que apuram o recebimento de propina em troca de alterações de contratos com a prefeitura, fraude em licitações e caixa dois na campanha eleitoral de 2016.

O pedido pela CP foi apresentado no dia 25 de outubro pelo vereador João Salvador dos Santos (PSC). O documento tem como base a acusação de um suposto caixa dois e favorecimento à empresa no aluguel de um barracão do IBC. Também fazem parte da sustentação os fatos apurados pela Operação Patrocínio.

Os integrantes da Comissão Processante são; Irineu de Paula (PSDB), presidente; Reginaldo Silva (SDD) relator; e Edileine Griggio (PSC) membro.

 

 

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