Danos sociais e ambientais ainda são reflexos da tragédia de janeiro

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Moradores do Jd. Benedito Ferreira sofrem com a falta do asfalto em um bairro novo que, desde janeiro do ano passado, vem se tornando uma grande erosão. O problema aumenta quando todo o entulho e terra começa a assorear um córrego no fundo de vale que faz ligação com o Rio Bandeirantes no Norte.

O denunciante, Elton Charles Pereira relata que o asfalto está cada vez pior e os moradores já não podem mais ter acesso às suas casas. Ele pede para que as autoridades deem mais atenção às regiões mais afastadas da cidade.

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Elizeu é morador na Av. Antenor Gonçalves há oito meses com mais sete pessoas e lamenta ter que deixar o carro longe de casa por não ter mais acesso devido à grande cratera que se formou em frente à sua residência. A prefeitura fala que é a loteadora, que fala que é a prefeitura, e aí fica esse jogo de empurra, lamenta.

O secretário de planejamento e desenvolvimento econômico, Dário Campiolo, revela que o bairro havia entrado nos projetos encaminhados para Brasília, solicitando recursos devido ao decreto de calamidade causado pelas chuvas de janeiro de 2015. Porém, foram identificadas falhas na obra como a construção do poço de visita (local por onde se tem acesso às redes de serviços subterrâneos) que estava fora de medida. O que provavelmente agravou a destruição do asfalto já que as junções dos tubos não aguentaram a pressão da água. A União acabou recusando o projeto para a liberação de recursos na reconstrução das estruturas desse bairro por conta destas falhas construtivas, lamenta o secretário.

Dario lembra que o Jd. Benedito Ferreira foi liberado pela administração anterior e ainda está no prazo da garantia que perdura por cinco anos após o término da obra. E, diante da negativa da União, é obrigação da loteadora realizar os reparos. Estamos em busca de solução deste de 2015 e agora, como Brasília não vai mandar a verba específica para este caso, nós vamos notificar a loteadora exigindo os consertos, garante.

O IAP (Instituto Ambiental do Paraná) informou através da responsável pelo licenciamento e educação ambiental, Leliane Casagrande Luiz, que até o momento não havia nenhuma denúncia formal. Ela explica que uma vez feita a denúncia, o IAP analisa a necessidade de realizar uma vistoria no local. Identificado o dano ambiental ele faz uma notificação para os responsáveis e caso não cumpram as orientações podem ser multados. O valor da multa varia de acordo com a demanda e intensidade do dano.

Porém Leliane alerta que a obrigação inicial em fiscalizar é do município, pois é dever dele cuidar e zelar pelos corpos hídricos da cidade.

Até o fechamento desta edição não foi possível contato com a loteadora responsável pelo empreendimento.

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