Infestação de caramujo africano preocupa moradores de Rolândia

Em Rolândia, no Jd. Caviúna, Rua Francisco de Paula uma grande infestação de caramujos preocupa a população. A moradora Maria José conta que há bastante tempo vem alertando as autoridades sobre o problema. Temos crianças pequenas e por isso fico com medo de dar alguma doença em meus netos, aponta.

Henrique Martins Teixeira, denuncia que há mais de 10 anos uma grande quantidade de caramujos invadem as casas, e causam um grande transtorno aos moradores da região. Entra no quintal onde tem criança, a prefeitura vem limpar, mas não resolve (…) o próprio terreno público está tomado pelo mato, denuncia.

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Há mais de 25 anos morando na mesma rua, Amauri Carlos Ribeiro conta que já presenciou pessoas que passaram mal por causa dos caramujos.

Ele alerta que o problema é maior ainda por se tratar de um local onde funciona a Casa Abrigo, que atende várias crianças diariamente. Aí por ser uma casa de menor a prefeitura deveria dar mais atenção (…) Estou achando que o juiz de direito não tem conhecimento do que acontece ali (…) O descaso com a Casa Abrigo por causa do mato e do perigo que as crianças estão correndo, dispara.

A secretária de Assistência Social, Rosimari Podanoschi, informa que não há relatos de problemas em relação aos caramujos e garante que irá averiguar a denúncia.

Alécio Quinhone Júnior, gerente de Vigilância Ambiental, relata que a infestação deve ser tratada pela secretaria de Meio Ambiente.

 

ASSISTA A CONTINUAÇÃO DA REPORTAGEM E A ENTREVISTA COM O TÉCNICO AMBIENTAL PAULO FUNASA

Paulo Roberto de Oliveira (Funasa), Técnico de Saúde Ambiental lotado na Secretaria de Meio Ambiente explica que a única forma de eliminar os caramujos é retirando, manualmente, um por um. Em seguida macerá-los e enterrá-los, de preferência com CAL, o que acaba com qualquer tipo de moléstia.

O técnico relata que já foram feitas retiradas em 2011 e 2013. Chegamos a tirar mais de 100 kg por ano, lembra. Porém, o caramujo da espécie Achatina fulica é uma espécie extremamente prolífica e, segundo Funasa, tem a fecundação mútua, pois os indivíduos são hermafroditas e podem realizar até cinco posturas por ano, podendo atingir de 50 a 400 ovos por postura. Por isso para eliminá-los é preciso realizar quatro catadas, uma a cada 15 dias, assim interrompemos os ciclos de reprodução de uma vez por todas, orienta.

Mas a secretaria de Meio Ambiente não tem pessoal suficiente para realizar está ação e por isso Funasa pede o apoio da Vigilância Sanitária e Secretaria de Saúde que pode ajudar com os funcionários da endemias e ouros na catação dos caramujos fazendo um grande mutirão. Em parceria com a vigilância em 60 dias nos eliminamos esse problema, garante.

Caramujos assassinos

Paulo Roberto de Oliveira (Funasa), Técnico de Saúde Ambiental alerta que o caramujo africano é transmissor do verme Angiostrongylus Cantonensis, causador da meningite eosinofílica. Essa doença pode causar a morte, ressalta.

Os caramujos são infectados pelas fezes dos ratos que são os hospedeiros naturais do Angiostrongylus. Por isso para recolhe-los é preciso uma proteção nas mãos, pois uma fez contaminado os caramujos pedem passar a doença para os humanos através no musgo que solta, enfatiza.

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