Cavalos passam por cadastramento e agora a população tem a quem recorrer

Animais perdidos nas vias públicas causam acidentes perigosos e colocam a vida da população em perigo diariamente em Rolândia. Dezenas de reportagens já foram feitas noticiando acidentes e sempre apontando o problema de não ter a quem recorrer quando avistado um cavalo solto na pista.

Mas agora, depois de muito trabalho e união uma solução parece começar a ser colocada em prática.

Esta semana cavalos já foram recolhidos e apreendidos, multas lavradas e ações de cadastramento aconteceram em vários pontos da cidade.

Após intensa movimentação do COMDEMA (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente), em parceria com o 15º Batalhão de Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, secretarias de Agricultura e Meio Ambiente, Vigilância Sanitária e membros de comitivas de cavalgada da cidade uma solução foi apontada, que seria o recolhimento dos animais.

Porém, o empasse seria quem poderia fazer esse trabalho. Então, depois de uma empresa ter se comprometido com esse serviço, o próximo desafio foi a forma legal de viabilizar o projeto. Foi então que uma minuciosa análise jurídica começou para que todo o trabalho não fosse perdido devido às questões burocráticas.

Até que finalmente o processo licitatório pode ser realizado, e o de número 8.672, assinado pelo prefeito Luiz Francisconi Neto (PSDB) e secretário de Meio Ambiente, Gilberto São João, no início deste mês, começasse a disciplinar o recolhimento de animais de grande porte soltos em vias públicas.

Fica então agora a secretaria de Meio Ambiente responsável pela coordenação das ações referentes a este problema. O diretor de vigilância em saúde, Rafael Dias orienta que a população ligue para os fones (43) 3906 1126 ou (43) 3255 8600 assim que avistarem um cavalo solto nas ruas.

Nos horários fora de expediente a ligação deve ser feita para a polícia Militar ou Corpo de Bombeiros.

O animal que for encontrado solto agora pode ser recolhido e encaminhado para local apropriado. O proprietário quando identificado será multado em 100 FCA (Fator de Correção e Atualização) que corresponde atualmente a 252,24 reais, e ainda multa diária de 24 FCA, ou 60,53 reais.

Luiz Henrique de Oliveira, 12 anos, levou para cadastrar a égua Mel e a potra Goiana de apenas três meses. A mãe de Luiz, Maria Adriana Eleoterio Lima acredita que com o cadastro é possível controlar os animais soltos e evitar acidentes.

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Texto e foto de Rodrigo Stutz

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