CNTA faz balanço do primeiro dia de mobilização dos caminhoneiros

A mobilização inédita iniciou nesta segunda-feira (21) e não tem prazo para terminar. O protesto é contra o reajuste quase que diário no preço do óleo diesel e da insistente cobrança extra de pedágio dos caminhões vazios e que passam nas praças com os eixos levantados.

De acordo com a CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos), que reúne mais de um milhão de caminhoneiros, a paralisação convocada por cerca de 120 sindicatos, associações e federações, alcançou uma grande extensão e chegou ao Norte com 7 pontos de paralisações, ao Centro-Oeste com 38 concentrações, Nordeste com 27 mobilizações, Sul com 55 e Sudeste com 61 pontos.

 

Os protestos pacíficos, sem ocorrências de acidentes graves, acontecem em quase 190 pontos registrados nas principais estradas federais e estaduais, com destaques para as BR’s 101, 116, 364, 376 e 373, que cortam o Brasil. A maior concentração de caminhoneiros ocorrem nos estados do Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

Desde a semana passada, os caminhoneiros aguardam uma resposta do Governo Federal diante de um documento protocolado no dia 15 de maio, que apresenta as reivindicações e faz um alerta sobre a insatisfação da categoria e a possibilidade de paralisação do transporte no País.

No Ofício estão detalhados os dois maiores problemas, o preço do óleo diesel que está inviabilizando o transporte rodoviário, pois os motoristas não tem mais como arcar com custos tão elevados. Desde julho do ano passado, a Petrobrás já reajustou os combustíveis 11 vezes, o óleo diesel subiu 57%.

Só no mês de maio a alta foi de 12,3% e mesmo com protestos, a empresa anunciou um novo reajuste nesta segunda-feira, de 0,97%. Para se ter ideia, o preço do óleo diesel tem um impacto de mais de 50 % na planilha de custos dos caminhoneiros.

Por isso, eles querem a criação de um subsídio ou a redução da carga tributária, como do PIS e COFINS, que incidem em 13% sobre o valor do diesel e a alíquota do ICMS que passa de 20%.

Diumar Bueno, presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos, lembra que mais de 80% de tudo que é consumido no País seguem pelas rodovias, que o setor é fundamental para a economia e sem entrar no mérito da política de composição dos preços dos combustíveis, feito pela Petrobras, o Brasil passa basicamente pelas rodovias, o diesel é essencial para o setor de transportes e deveria ter valor diferenciado.

E outro problema pontuado é a cobrança de pedágio dos caminhões vazios que cruzam as praças com os eixos levantadas, apesar da Lei 13.103/15, sancionada pelo Governo Federal, que impede as concessionárias de cobrarem a tarifa cheia.

O descumprimento da medida tem ocorrido principalmente nas rodovias federais administradas pelos estados, como São Paulo, Mato Grosso e Paraná.

A paralisação não tem prazo para acabar e a CNTA reafirma que o movimento é pacífico e orienta os motoristas para que sigam a determinação da Justiça e não bloqueiam as rodovias.

Caminhões carregados com cargas vivas, medicamentos, ambulâncias, ônibus e carros não estão sendo impedidos de trafegar.

 

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